Marketing
Trade marketing: o que é e como aumentar as vendas no ponto de venda
O que é trade marketing, quais ações funcionam no ponto de venda (PDV) e como pequenas e médias marcas podem vender mais no varejo.
Por Equipe Funmark Digital · · 8 min de leitura
Conteúdo do artigo
- O que é trade marketing
- PDV: onde a venda se decide
- Quem precisa de trade marketing
- As principais ações de trade marketing
- Exposição e visibilidade
- Materiais de ponto de venda
- Disponibilidade e combate à ruptura
- Treinamento de quem vende na ponta
- Promoção, degustação e demonstração
- Incentivo ao canal
- Trade marketing no digital
- Como montar um plano de trade marketing em seis passos
- 1. Escolha os pontos de venda prioritários
- 2. Faça um diagnóstico de cada ponto
- 3. Defina objetivo e indicador
- 4. Negocie mostrando o ganho do lojista
- 5. Execute com rotina
- 6. Meça e ajuste
- Trade marketing dentro de uma estratégia completa
- Erros comuns no ponto de venda
- Perguntas frequentes
- Trade marketing é só para grandes marcas?
- Qual a diferença entre trade marketing e merchandising?
- O varejista também pode fazer trade marketing?
- Como medir o resultado de uma ação no ponto de venda?
- Conclusão
Imagine uma marca que caprichou na embalagem, fez anúncio, conquistou revendedores e colocou o produto em dezenas de lojas. Na hora da compra, porém, o produto está na prateleira de baixo, escondido atrás de outro, sem preço visível, e o vendedor do balcão não sabe explicar a diferença dele para a marca do lado. A venda não acontece, e ninguém entende o motivo.
É exatamente desse pedaço da jornada que o trade marketing cuida. Neste artigo você vai entender o que é, quais ações fazem diferença no ponto de venda e como montar um plano mesmo sem a estrutura de uma grande indústria.
O que é trade marketing
Trade marketing é o conjunto de ações que uma marca faz junto aos canais de venda (lojas, revendas, distribuidores, marketplaces) para que o produto seja encontrado, entendido e escolhido no momento da compra.
A palavra “trade” vem de comércio. Enquanto o marketing tradicional trabalha para que o consumidor queira o produto, o trade marketing trabalha para que ele encontre e compre esse produto no lugar onde a decisão acontece.
Por isso, o trade marketing sempre olha para dois públicos ao mesmo tempo:
- O lojista ou revendedor, que precisa enxergar vantagem em dar espaço, destaque e atenção para a sua marca.
- O comprador final, que precisa ver o produto, entender o que ele oferece e se sentir seguro para levar.
Se só um dos lados for atendido, a estratégia fica manca. Material bonito que o lojista não instala não vende. Lojista animado com um produto que o cliente não entende também não.
PDV: onde a venda se decide
PDV é a sigla de ponto de venda: qualquer lugar onde o cliente tem contato com o produto e pode comprar. Pode ser a gôndola de um supermercado, o balcão de uma loja de autopeças, a vitrine de uma boutique, o catálogo de um distribuidor ou a página do produto num marketplace.
Hoje, o ponto de venda é físico e digital. A lógica é a mesma nos dois: o produto precisa estar disponível, bem apresentado, com preço claro e com um bom argumento de compra à vista.
Quem precisa de trade marketing
Não é assunto só de multinacional. Ele faz sentido para:
- Indústrias pequenas e médias que vendem pelo varejo e disputam espaço com marcas maiores.
- Distribuidores e representantes, que dependem do giro do produto na ponta para voltar a vender.
- Marcas que vendem para outras empresas, como fabricantes de peças, componentes e equipamentos, que chegam ao cliente por revendas técnicas, onde o balconista influencia muito a escolha.
- Varejistas, que podem aplicar a lógica do trade no próprio espaço, organizando vitrine, exposição e mix para vender mais.
As principais ações de trade marketing
Exposição e visibilidade
É a base de tudo: onde o produto está na prateleira, quanto espaço ocupa, se está na altura dos olhos, se aparece em ponta de gôndola ou perto do caixa. Um bom planograma (o mapa que define onde cada produto fica) evita que a marca dependa da boa vontade de quem repõe a prateleira.
Materiais de ponto de venda
Displays, faixas de gôndola, cartazes, adesivos e expositores de balcão. Esses materiais chamam a atenção e explicam o produto quando não há vendedor por perto. O cuidado é produzir o que o lojista realmente vai usar, no tamanho do espaço que ele tem.
Disponibilidade e combate à ruptura
Ruptura é quando o cliente procura o produto e ele não está na prateleira. É venda perdida na hora e, muitas vezes, perdida de vez, porque o cliente experimenta outra marca. Acompanhar o estoque na loja e a frequência de reposição faz parte do trade.
Treinamento de quem vende na ponta
Em muitos segmentos, a recomendação do vendedor pode pesar mais do que qualquer anúncio. Uma revenda de ferramentas, uma loja de tintas ou uma farmácia vendem com mais facilidade o que a equipe conhece e confia. Treinar o balconista, com argumentos simples e diferenciais claros, é uma das ações mais acessíveis para marcas pequenas.
Promoção, degustação e demonstração
Ações pontuais para gerar experimentação: degustação no mercado, demonstração de equipamento na revenda, brinde na compra. Funcionam melhor quando têm objetivo definido (apresentar um lançamento, por exemplo) e não viram desconto permanente.
Incentivo ao canal
Campanhas para revendedores e vendedores, com metas e reconhecimento. Bem desenhadas, alinham o interesse do lojista com o da marca. Mal desenhadas, geram venda forçada no fim do mês e estoque parado no começo do seguinte.
Trade marketing no digital
Fotos padronizadas e bem tratadas, descrições completas, conteúdo pronto para o lojista divulgar nas redes dele e presença organizada em marketplaces. Se o revendedor posta o seu produto com uma foto ruim tirada no estoque, a marca perde valor junto com a venda.
Como montar um plano de trade marketing em seis passos
1. Escolha os pontos de venda prioritários
Não dá para fazer tudo em todos os lugares. Comece pelos PDVs que mais vendem ou que têm mais potencial, e trate esse grupo como piloto.
2. Faça um diagnóstico de cada ponto
Visite, fotografe e anote: onde o produto está, se tem estoque, se o preço está visível, como as outras marcas estão expostas e o que o vendedor fala sobre a sua. Esse retrato é o ponto de partida para medir a evolução.
3. Defina objetivo e indicador
“Melhorar a presença” não é objetivo. “Reduzir a ruptura nas lojas piloto” ou “aumentar o giro do produto X” são. Para cada objetivo, um número para acompanhar. Se precisar de referência, o artigo sobre indicadores de vendas ajuda a escolher.
4. Negocie mostrando o ganho do lojista
O varejista não cede espaço por simpatia. Mostre o que ele ganha: mais giro, boa margem, menos estoque parado e cliente satisfeito. A conversa muda quando a marca chega como parceira, e não só como fornecedora.
5. Execute com rotina
Ação de trade não é evento único. Visitas periódicas, checklist com foto, reposição de materiais e contato frequente com o lojista mantêm o resultado de pé.
6. Meça e ajuste
Compare as lojas piloto com as demais, e o período da ação com o anterior. O que funcionou vira padrão; o que não funcionou é corrigido antes de expandir.
Trade marketing dentro de uma estratégia completa
O trade marketing rende mais quando está conectado ao restante do crescimento da empresa. No Método E2MR, da Funmark, ele aparece nos quatro pilares:
- Encontro (posicionamento, clareza de proposta, atração qualificada): o produto precisa ser encontrado e entendido no PDV.
- Engajamento (construção de marca, relacionamento e percepção de valor): exposição caprichada e lojista bem atendido aumentam o valor percebido.
- Monetização (estrutura de vendas, conversão, tráfego pago e canais comerciais): o ponto de venda é um canal comercial e precisa converter.
- Retenção (pós-venda, recompra, recorrência e fidelização): o comprador que gostou volta, e o lojista que vendeu bem repete o pedido.
Entre as marcas atendidas pela Funmark em trade marketing estão Sicao, Callebaut, Schaeffler (INA FAG) e Omega Air. Essa visão integrada é o que deixa o resultado mais estável ao longo do tempo, assunto que aprofundamos no artigo sobre previsibilidade de vendas.
Erros comuns no ponto de venda
- Enviar material e não conferir a instalação. Display guardado no estoque não vende nada.
- Fazer ação sem medir. Sem diagnóstico antes e depois, não há como saber se o investimento valeu.
- Esquecer o lojista. Toda ação pensada só para o consumidor final esbarra em quem controla o espaço.
- Viciar o cliente em promoção. Desconto constante ensina o comprador a só levar quando está em oferta. Fidelizar pede outras estratégias, como mostramos no artigo sobre retenção de clientes.
- Ignorar o digital. O cliente pesquisa na internet antes de ir à loja, e o que ele encontra lá também é ponto de venda.
Perguntas frequentes
Trade marketing é só para grandes marcas?
Não. Pequenas e médias marcas podem começar com poucos pontos de venda, um diagnóstico bem feito e ações simples, como treinamento de balconistas e organização da exposição. O importante é ter objetivo e medir.
Qual a diferença entre trade marketing e merchandising?
Merchandising é a parte do trade que cuida da exposição e da apresentação do produto no PDV. O trade marketing é mais amplo: inclui também negociação com o canal, incentivo, treinamento, disponibilidade e planejamento.
O varejista também pode fazer trade marketing?
Pode. A loja aplica a mesma lógica no próprio espaço: organiza vitrine e exposição, negocia apoio com fornecedores e treina a equipe para vender melhor o mix.
Como medir o resultado de uma ação no ponto de venda?
Compare indicadores antes e depois da ação, e entre lojas com e sem a ação: giro do produto, ruptura, volume de pedidos do lojista e participação da marca nas vendas da categoria, quando o varejista compartilha esse dado.
Conclusão
O trade marketing cuida do momento mais decisivo da jornada: quando o cliente está diante do produto, pronto para escolher. Exposição, disponibilidade, materiais, treinamento e relacionamento com o lojista transformam presença em venda.
Se a sua marca vende pelo varejo e você quer estruturar ações no ponto de venda conectadas ao restante da estratégia comercial, conheça a assessoria de marketing e vendas da Funmark e fale com um estrategista pelo WhatsApp para avaliar o seu cenário.